Quantas tragédias terão que acontecer no Brasil para que fiscalizações sejam brutalmente executadas e que todos espaços de habitação humana não vire novamente um abate de pessoas? Como alguém não consegue se revoltar com algo assim? Como está normal perder vidas de forma tão fácil nessa país. Na sexta-feira (08/02), tivemos o incêndio no CT do Flamengo, vitimando garotos que estavam no inicio da vida e que viviam sonhos. Como toda tragédia, o 'Força, (instituição)' sempre prevalece e o 'Força, Flamengo!' não poderia deixar de acontecer, claro. Horas depois, especialistas em casos, órgão de segurança e até jornalista flamenguista, o ótimo Mauro Cezar, vieram com perguntas e verdades sobre a irresponsabilidade de quem comanda o local e as respostas que o clube deve falar, desde já, até porque, no fundo, pra quem entendeu o cenário, o luto não é um sentimento solitário, pois a revolta pela injustiça e descaso sondam corações que já vem desgastados por casos como o acidente da Chapecoense e as barragens de Mariana e Brumadinho.
Eu, cansado desses casos, me irrito ao chegar no Twitter e ver pessoas lamentando pelo Flamengo e pelo espaço físico à cima das vítimas. O Flamengo não morreu, sim, perdeu identidade, pois os garotos prodígios eram a identidade do futuro do clube desde agora, eram frutos, filhos, amigos e pessoas, que escreviam capítulos de esportividade flamenguista, humanidade flamenguista e juventude flamenguista, mas é duro de ver como por mais uma vez, em vários contextos, parece que as vítimas não tinham nomes, sentimentos, famílias e uma vida, eram apenas máquinas de uma instituição, que por terem talentos, que virariam gols, assistências e títulos, gerou o sentimento do luto institucional e não humano.
Anos depois, o 'Vamo, vamo, Chape' e o 'Força, Chape', pra muitos, continua maior que o força, mãe, esposa e filho de Danilo, que o força, Josimar, Dener ou Thiego, continua maior que o Força, Arthur Maia, uma pessoa maravilhosa e também do força, filho de Thiaguinho, que nasceu sem ouvir a voz do pai. As vítimas não podem serem esquecidas e terem sua imagem ignorada anos depois, como que o acidente destruísse um clube e não vidas. Sim, aquele time da Chape foi o elenco que deu identidade a instituição, que fez a instituição ser popular no país e foram eles que morreram. O clube sentiu muita dor, até porque foi vítima, mas a mesma instituição que comove o público, é a mesma que permanece na Série A, que voltou a Libertadores e que disputa Sul-Americana, sim, sempre honrando seus 'heróis', até porque, minha crítica não vai ao clube, que sempre honrou eventos e situações humanas, e sim pra pessoas que choram pela Chape e não pelas vidas perdidas.
Eu sou torcedor do Sport, rival do Flamengo pelo título de 87, algo que não comento nem discuto porque é fato e que para uma colega, foi o verdadeiro motivo da minha revolta contra o Flamengo. Um absurdo sem tamanho. Com um perfil de ego inflado, de pessoa que taxa seu achismo como fato e quer impor ele sobre todas visões alheias, ela tenta me dar lição de moral, me acusa de pôr o clubismo sobre visões civis e humanas. Eis a maior lição de moral que recebi na vida:
"As pessoas podem não saber o que falam. Mas eu fico com a mulestra qd tu fala algo assim. Pq Lucas, o flamengo pode ser oq for, pode ter brigado pelo título de 87. Mas ali no meio ainda há pessoas de bem! O acidente foi lá, não foi em nenhum lugar não. Eles não chegaram e atearam fogo não, então a culpa não é deles. Repense seus conceitos, pq ali tinham pessoas com sonhos, e não é hora de exalar ódio por aí, se vc n suporta o flamengo, guarde pra vc, deixe pra falar mal dele quando jovens de 15 anos morreram de uma forma trágica, em momentos como esse aprenda a exalar amor"
Já que pra ela é sobre 87 que minha revolta se cria, então usaria 6 (número do Hexa) pontos conclusivos dessa mensagem:
1. Eu não sei o que falo
2. Usei a tragédia pra exibir um ódio sobre 87, que ela crava que tenho
3. O acidente foi lá, foi em nenhum lugar não (Dilmês?)
4. Se funcionários não atearam fogo, então não tiveram culpa, tipo a Vale, talvez, se não jogaram litros de água em Brumadinho, então a culpa não é deles, é da natureza
5. Tenho que seguir o conselho de uma pessoa mal resolvida
6. Tenho que aprender a exalar amor, pois tenho ódio em meu coração
Qual caso onde pessoas morrem com culpa de algo ou alguém, o luto também não compartilha espaço com a raiva pela injustiça? Devemos sempre se calar sobre os casos e apenas interceder pelas almas de Ulysses Guimarães, Eduardo Campos e vítimas de casos como a boate Kiss, Mariana, Brumadinho e agora o CT do Flamengo? Ok, então.
Fruto da geração que compartilha o modismo político que só fala da corrupção do PT, sem nem mesmo conhecer como o PT já fez coisas piores que corrupção, e de uma vida mimada que só alimenta esse jeitinho arrogante e modo 'foda-se', ela é como Vegeta, seu ego lhe domina e nunca deixará a razão prevalecer. Esse foi mais um de tantos capítulos absurdos que ela fez contra mim. Se tenho uma coisa a agradecer a Deus, é que em 2019 Ele vem me mostrando as reais faces de quem vive perto de mim e dando coragem para eu acolher e excluir pessoas que não me dão paz, nem o retorno necessário pra elevar minha vida. Só espero que sua atitude tenha mudado algo em si, até porque talvez pela primeira vez um homem de verdade falou o que ela merecia.
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