segunda-feira, 25 de março de 2019

Criança e perdões

Infância é o tempo, criança é o estado
O primeiro é o início da vida, o segundo é o juízo afetado
Num a idade define, noutro as ações que falam
Na relação entre adultos, os mais carentes se calam

É natural que na vida, essa mistura aconteça
Mas pra sustentar a ideia,  o carinho que enalteça
É chato, é cansativo, mas às vezes prazeroso
Dúvidas e brigas acontecem, mas juntos se querem de novo

O silêncio é o pior de todos dos aspectos entre os dois
Ainda quando não há motivo, pra não se acertarem depois
O errado se torna certo, por sua conduta infantil
O certo aceita o rótulo, por ser idiota e gentil

A falta de senso é presente na mente confusa dela
Errada, mas toda meiga, doce como Cinderella
A atenção é o caminho do silêncio da vez a conversa
No ato cínico e louco, da garota linda e dispersa

No final não sabemos, o que irá de vez acontecer
Mas o problema domina, do ontem até o anoitecer
Da criança espero as palavras que expliquem suas ações
A verdade pode ser dura, mas merece sempre os perdões

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