Neste bonde do fanatismo, a cidade está prestes a viver uma das eleições menos polarizadas de sua história em 2020, e assim como todo território nacional, é um berço do mais atual e forte legado político-social, pertencente a era Bolsonaro, o bolsonarismo, também conhecido como o patriotismo, o movimento cristão/judeu-social ou a honestidade política. O presidente eleito garantiu 27.527 votos dos vitorienses no primeiro turno, ficando com 39,65% dos votos, apenas 0,11% a menos que Fernando Haddad, do PT.
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| foto: divulgação/Nossa Vitória |
Em 2018, a cidade viu a onda bolsonarista se confirmar e sempre com alguns argumentos pela escolha, foram eles: 'temos que tirar o PT, basta de corrupção', 'temos que tentar o novo, mesmo que não agrade', 'precisamos de candidatos honestos', 'precisamos de pessoas que realmente ponha Deus sobre tudo' e tantos outros que o país inteiro está cansado de saber. Pois bem, um ano se passou, a eleição presidencial já houve e as municipais já começam as pré-candidaturas e junto a elas, é nítido ver a hipocrisia dos eleitores, esses que irão trocar o desejo pela 'mudança' e 'por corrupção zero', para não largar a mamata do emprego público, do carnaval das carreatas e passeatas, dos 'passinhos da vida' nas músicas amarelas e vermelhas e claro, do ruim e velho fanatismo e populismo por dinossauros vitorienses.
Mas a final, o que a essência bolsonarista do título deste texto tem a ver? Tudo. Leia este artigo e depois volte aqui. Depois de ler o ótimo texto de Conrado Hübner Mendes, é nítido o modelo 'frasista' do povo vitoriense, o povo que possui e elege os políticos que mais parecem com a sociedade, que boicota seus próprios argumentos no próprio reagir do agir. Vale lembrar que houveram milhares de vitorienses em meio a suas opiniões políticas, que votaram em Paulo Câmara e Jair Bolsonaro no mesmo dia. Como esses dois votos aos mesmo tempo representaram o 'novo'?, o 'fim da corrupção'?, a 'mudança'?. Difícil, não acha?
Vitória e uma terra de idiocracia, as cores de partidos são similares a torcidas de futebol, onde só existe o 'torcer', sem nenhum aspecto pró-social. A onda do fanatismo pró PSB (40) e PSD (55) já aparece e grande parte dos correligionários dos dois grupos votarem em? Em quem? Em Bolsonaro! Onde se instala a necessidade de mudança então? Lembrando que entre estes grupos, vivemos 8 mandatos consecutivos, com direito a candidato ficha suja e tudo mais, mas o povo gosta.
Na cidade, existe um movimento chamado 'Eu Sou Vitória Sim', liderado por André Carvalho, um jovem que garantiu 9.087 votos para deputado estadual em 2018, quase 800% de votos a mais que por exemplo, o professor Edmo Neves, ex-presidente da câmara municipal, além do atual vice-prefeito Dr. Saulo e do popular empresário Zé da Juliana encorparem este movimento. É um grupo que vem perseguindo os erros históricos, esclarecendo pontos que não estão no alcance de olhos e ouvidos da população e com projetos viáveis com os recursos geográficos, financeiros e sociais da cidade, sem falar no populismo e legitimidade política de Saulo, um dos mais ativos vereados da história. Este grupo incomoda outros grupos, não só os dois principais, mas também quem deve lançar candidaturas por fora. Então, um movimento novo, com pessoas renomadas e ficha limpa, com projetos e serviços prestados a cidade, com ações e projetos de combate a não transparência e corrupção. porque este movimento não ganha força total como o bolsonarismo há um ano atrás, que dizia buscar exatamente o que o Eu Sou Vitória Sim quer implantar? A resposta é fácil: porque não há folclore, porque não há moda, porque o carnaval das carreatas amarela, vermelha e verde são bem mais legais para a atual e doentia sociedade jovem vitoriense.
Quem duvida que teremos candidatos a prefeito e vereadores do PSL? Usando igrejas, 'fake news' e frases morais, fortes, nativista, como 'Em defesa da família' e outros lacres ridículos? Tudo pela onda bolsonarista, assim como um dia tivemos a 'Em defesa do trabalhador e do pobre', pelo lacre petista. Ninguém votou em ninguém por mudança, Deus no coração ou patriotismo. Ninguém faz campanha pela Amazônia por revolta. Ninguém fala mal do PT por cuidado as finanças. É a moda, é a onda, é a mentira se tornando verdade por ser muito falada, é a geração do 'nada a ver', do 'mimimi', do 'sou jovem, tenho direito a lutar', é a geração de quem não sabe cuidar de filho culpando direitos públicos pela falta de conduta do fruto, é a geração da farsa na essência humana virando marco social e em Vitória de Santo Antão você pode ver, ouvir e respirar isto.

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