sábado, 14 de março de 2020

Confissão: É bom e ideal, mas não seguirei regras

A cada dia que passa, me torno um católico por comunhão e não mais por conceito teórico, muito pela prática que presenciava e me fazia sempre mais e mais distante daquele templo que eu costumo chamar de Igreja Satânica do Templo de Deus (paróquia onde frequentava e hoje meu coração não deixa nem ao menos eu pisar na calçada).

Vem chegando o maior momento cristão, a Páscoa. Nela vem muitos ritos e tradições que eu amo, assim como a confissão, que me deixa leve e em paz, me sentindo um filho ainda mais perdoado e acolhido, por um banho de água viva e do sangue divino derramado em minha mente e em meu espírito. Mas, buscando formas de me confessar sem sair do meu conforto e intimo que vem me dando a humildade e intimidade com Deus, achei textos e matérias que criticam e indicam que o cristão deve se confessar com ajuda de padres e ministros, o que sempre fiz, mas que agora se eu fizer, será apenas mais uma ponte pro pecado do ranço e raiva por um passado que voltaria à tona.

A falsa paróquia está repleta de colaboradores que se recusam a oferecer um copo vazio ou cheio de água para pobres com doenças sérias, está cheia de ministros mal resolvidos, que buscam passar mensagens por desculpas e cutucadas, sem fazer o papel de cristãos e encarar a realidade com a postura que deveria, qual é a ideal que o seu cargo lá dentro o manda realizar. Líderes e coordenadores que lutam por minutos a mais no microfone, por aparências ao público no período noturno e por ter seu nome mais falado e presente na boca de supervisores, funcionários, pároco e assembléia, o que conseguem, mas de forma contrária, até porque nas ações de todos indivíduos que citei, o vicio da fofoca e da crítica não construtiva é arte onde todos são formados.

E o pároco? O falso líder que é um mar de carta branca pra safadeza e ponte firme pra entrada e morada de satanás sobre o altar. Criatura que acorda na paz, passa o dia tendo mais uma chance de se redimir e reproduzir justiças, mas prefere passar as 24 horas dando razão ao apelido 'cara de barraca' e dormindo como que nada tivesse errado. O pior e mais perigoso 'cristão' é o que não tem temor a Deus. Eu, particularmente, sempre respeitei mais quem tem temor do que fé. Acreditar quando precisa é diferente de ter consciência meio a erros.

Enfim... não irei maltratar meu ser pro uma regra de uma igreja que tem uma teoria bela, mas uma prática - pelo menos no cenário em que vivo - de mais do mesmo.

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