Como o tempo passou rápido, em?! Entrei com pensamento de pré-adolescentes e já me vejo em rodas de pessoas que pensam, falam e vivem em duas bases: ser adulto e construir o futuro. Se passaram alguns meses desde que entrei aqui e agora devo fazer uma reflexão ampla que me ajudará a medir minhas ações nesse tempo, que poderá corrigir algumas falhas e mais do que tudo, colaborar para dar prosseguimento com amplitude no progresso estudantil, me fazendo ser um(a) aluno bem mais maduro e administrativo no tempo, na visão sobre os professores, na seleção dos amigos, no tempo da conversa e diversão além da hora do intervalo e claro, no processo de métodos e instrumentos para deixar meu aprendizado menos cansativo e mais produtivo.
Os professores estão aqui pra ensinar, são uns meio mestres, meio pedagogos e pensando bem, meio adolescentes também, afinal, eles já estiveram onde eu estou e sabem bem como às vezes só dá vontade de aumentar o volume e usar o fone de ouvido, de pedir pra ir ao banheiro só pra andar e a fazer o sinal codificado pra a ‘crush’ e eu nos encontrarmos naquele cantinho que tem muita história pra contar.
E eu? Eu sou o sujeito, sim, no estudo pedagogo vindo da Pedagogia do Sujeito diz que sujeito é aquele que deve se descobrir, aprender, errar, acertar, enfim, desenvolver-se, com autoanálise e autoconhecimento. Será que eu venho me desenvolvendo? Ah, mas não é fácil ser adolescente, vivenciar a era colegial, com tantas coisas passando na mente e ainda ter que ser exemplar e melhor que o alheio. Sou suficiente pro que devo ser perante as tantas responsabilidades.
Mentira! Eu sou um sujeito repleto de muitos aspectos como o Social, o Físico, o Emocional, o Intelectual e o Cultural. São diversas e distintas fontes que me formam no que sou e que me ajudam e atrapalham, simultaneamente pra eu chegar a ser esse sujeito integral que os professores tanto falam. Minha igreja diz uma coisa, a igreja do meu melhor amigo diz outra, o político o qual votaria diz algo que não gostei, enquanto o rival realizou algo que eu tanto pedia, minha família é o que mais amo, porém vem realizando ações que após os meus 15 anos, notei que não é tão racional assim.
Afinal, onde se encontra a matriz do conhecimento? Onde se encontra a razão e a brutalidade dos fatos para eu me tornar um ser tomado de paz, organização e sem atos errôneos? Espera aí! Eu acabei de narrar minha vivência, acabei de escalar problemas e características da minha pessoa e do que me rodeia. Isso é científico, é a minha epistemologia! Eu sei quem sou eu, eu sei quem eu sou, isso é o caminho! Eu consegui formalizar esse pensamento através do pensamento, do analisar, da curiosidade.
Então é isso. Errar faz parte, o ato de errar é um processo para a formalização do sujeito, então essa mística de conceitos e múltiplos mundos em que vivo me apresentam filosofias, ciências e teorias diversificadas e o atuar, o executar, o experimentar em conjunto do criticar, analisar e concluir faz gerar materiais verdadeiros.
Professor, por que o senhor em todo esse tempo sabia que eu estava errado em algumas questões e certos em outras e não fez questão de expor minhas falhas e virtudes?
- Caro aluno, desde o ato de escolher meus materiais e métodos de ensino, meu objetivo foi só um: fazer que você aprenda o que deve aprender. Ao preparar minha aula, organizo o conteúdo programático, mas também me coloco a disposição de dialogar com suas características que se influenciam pelo interior e exterior. O ser humano vive de fases e você vive atualmente na da instigação, ou seja, você é quem deve ser instigado e eu sou quem o instiga, quem lhe apresenta o gás, esse gás tem um elemento que se categoriza em deixar que o indivíduo busque suas próprias soluções. Ajudar-te a solucionar teus problemas em algumas situações é não deixar você trabalhar com autonomia. Pois é na vivência e experiência que você se eleva e a época de errar é agora.
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